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Filiada a Confederação Brasileira de Kung fu/Wushu

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Estilos filiados

– Wushu Tradicional

O Wushu Tradicional significa literalmente Arte Marcial Tradicional.
No ocidente é mais comum o termo Kungfu. Na China, o Wushu Tradicional é o modo de vida e parte integral da cultura, sendo praticado por pessoas de todas as idades, visando a segurança, saúde e disciplina mental.
O Wushu Tradicional contém muitos estilos que são classificados didaticamente, entre diversas outras formas de classificação, como Internos (Neijia), Externos (Waijia) ou até Internos/Externos. Cada estilo possui técnicas que variam desde: mãos livres, armas, lutas combinadas, além do trabalho de Energia Interna, conhecido como Qi Gong.
Os conhecimentos do Wushu Tradicional são passados necessariamente de Professor para Estudante. Normalmente os mestres tinham diversos alunos e poucos discípulos, pois, quando escolhido, o pupilo tinha a incumbência de continuar o trabalho do seu mentor, fazendo parte da árvore genealógica da respectiva família.
Os tempos mudaram e assim também o Wushu Tradicional, mas a relação familiar continua sendo um critério forte de legitimidade dos praticantes em todo o mundo.

– Wushu Moderno

O Wushu Moderno, ou o que as pessoas chamam de Wushu Contemporâneo, é baseado nas artes marciais chinesas tradicionais. Entretanto o Wushu Moderno só foi criado nos anos 1950. O Presidente Mao determinou que o velho deveria servir ao novo e instruiu os mestres tradicionais de Wushu a criar um esporte novo para a sociedade socialista moderna. A formação e desenvolvimento do Wushu.
Para entender como o Wushu Moderno se desenvolveu precisamos examinar como a sociedade influenciou a prática das artes marciais. Wushu, um esporte há muito respeitado na China, remonta aos tempos dos clãs nas sociedades primitivas. Nas Dinastias Shang e Zhou o Wushu serviu como treinamento para os soldados e também se tornou parte da educação física na formação dos estudantes nas escolas.

– Tai Chi Chuan (Taiji quan – Internos)

O primeiro a descrever as artes marciais chinesas internas referindo-se ao contraste entre a “escola interna” ou de Wudang e a “escola externa” ou de Shaolin foi Huang Zongxi, em 1669 Wudang é reconhecida como um dos principais redutos dos praticantes da linha essencialmente interna do Wu Shu. Seus treinamentos priorizam a meditação e os exercícios de Qi Gong (controle da energia interna).
Wudangquan incorpora em seus treinamentos a teoria do yin yang e a Teoria dos Cinco Elementos (água, madeira, fogo, terra e metal) conforme os ensinamentos do I Ching e da filosofia taoísta fundamentada em Lao Zi. Referências aos movimentos de animais também são comuns em algumas destas práticas.
Os movimentos são treinados integrados às prática internas associadas ao Tao Yin de modo a desenvolver a força interior tanto como método de ataque como de defesa.
Em Wudang se diz: “Tai Chi Chuan não é só forma, como vem acontecendo no mundo moderno. Tai Chi Chuan é “chí”, energia vital. Sem o cultivo do Chi, do Tai Chi Chuan resta apenas o corpo”.

– Sanda (Sanshou – Boxe Chinês)

Sanda, que pode ser traduzido literalmente como “luta livre”, é uma forma chinesa moderna de combate mão-a-mão, um sistema de auto-defesa.
Os registros históricos sobre formas afins são bem antigos, embora as chamassem por variados nomes.
A “Edicão ‘Jia’ das Varetas com Inscrições Descobertas em Juyan” (Juyan Hanjian Jia Pian) menciona “combatendo em shanhou e luta livre”.
Estas varetas se datam da dinastia Han (206 AC a 260 AD); aqui se trata de uma das primeiras aparições do termo “sanshou” num registro de importância. Nesta dinastia, as técnicas de luta com e sem quedas eram consideradas modalidades distintas, no entanto era comum um mesmo lutador as dominar simultaneamente. Relatos durantes as dinastias Sui (581 a 618), Tang (618 a 907) e Song (960 a 1297) fornecem evidencias de que ambas as técnicas, com e sem quedas, eram usadas num mesmo torneio.